
Visitar Morro de São Paulo ficará mais caro neste verão
Foto: Alex Oliveira/Setur
Com praias de águas cristalinas, noites movimentadas na Vila e mirantes que revelam alguns dos cenários mais deslumbrantes da Bahia, Morro de São Paulo se prepara para mais uma temporada de verão. Mas quem planeja desembarcar no destino precisará considerar um custo a mais na visita: a Tarifa por Uso do Patrimônio do Arquipélago (TUPA) será reajustada de R$ 50 para R$ 70 por pessoa a partir de 20 de dezembro.
O reajuste, aprovado pela Câmara Municipal de Cairu após estudos técnicos, ocorre às vésperas do verão, período em que o fluxo de turistas aumenta significativamente. De acordo com a Prefeitura, a medida busca compensar o impacto direto da atividade turística em um território insular ambientalmente sensível.
Em alta estação, Cairu chega a processar até 25 toneladas de resíduos sólidos por dia, além de reforçar equipes de limpeza, transporte de resíduos, ordenamento náutico, fiscalização e proteção das piscinas naturais, trilhas e áreas de preservação. As despesas ligadas ao turismo superaram R$ 17 milhões em 2024, gerando déficit superior a R$ 5,9 milhões quando comparadas à arrecadação da TUPA.
É justamente esse cenário que, segundo o secretário de Turismo de Cairu, Cláudio Brito, reforça a necessidade de atualização da tarifa. “Morro de São Paulo e o Arquipélago de Cairu se destacam pela combinação de belezas naturais, praias, piscinas naturais, trilhas e mirantes, com uma rica oferta de gastronomia, cultura e história. Nos últimos anos, realizamos melhorias em terminais, escadarias, estrutura de limpeza e proteção das piscinas naturais, garantindo mais segurança e qualidade na experiência do visitante”. Enquanto o destino se moderniza para receber um público cada vez maior, a pressão sobre os serviços também cresce. Estudos apresentados pelo município mostram que, além do volume de resíduos, o ordenamento das praias, o controle do tráfego náutico, a proteção ambiental e a manutenção de trilhas e
mirantes exigem operações contínuas, principalmente no verão. Brito ressalta que a infraestrutura é peça-chave para que a experiência do visitante se mantenha positiva. “A vida cultural e gastronômica da Vila, aliada aos atrativos naturais, faz com que a procura aumente ano após ano. Para acompanhar esse movimento, precisamos preservar e qualificar o território”, afirmou.
Limite de acesso e ordenamento náutico rigoroso
O secretário explica que o crescimento da demanda turística exige cada vez mais capacidade operacional, especialmente em áreas sensíveis como as piscinas naturais de Garapuá, Moreré e Boipeba — algumas das mais buscadas por visitantes que chegam ao arquipélago. “O turismo traz desenvolvimento, mas também impõe responsabilidades. As piscinas naturais, por exemplo, precisam de monitoramento constante, limite de acesso e ordenamento náutico rigoroso. A tarifa permite que essas medidas continuem sendo executadas com eficiência”, destacou.
A atualização da TUPA também vem acompanhada de mudanças estruturais no modelo de financiamento do turismo. A partir de 1º de julho de 2026, o valor da tarifa sobe novamente, chegando a R$ 90 em Morro de São Paulo. Na mesma data, Boipeba também passará a ter cobrança, no valor inicial de R$ 50. Além disso, 2% de toda arrecadação será destinada ao Fundo Municipal de Turismo, que financiará ações de qualificação, ordenamento e iniciativas voltadas à sustentabilidade.
Brito afirma que essas medidas fazem parte de uma estratégia voltada para o futuro do arquipélago. “Estamos pensando no presente e no longo prazo. A ideia é garantir limpeza, manutenção e proteção ambiental, mas também investir em inovação, ordenamento e qualificação para que Cairu continue sendo referência nacional em turismo sustentável. A atualização da TUPA é um passo necessário para proteger nosso patrimônio natural e garantir que moradores e visitantes tenham a melhor experiência possível”, completou.
Fonte:Trbn

