
Salvador é o oitavo pior município brasileiro em perdas na distribuição de água
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia
A capital baiana está entre os 10 municípios brasileiros com piores indicadores em perdas na distribuição de água, dentre as 100 maiores cidades do país, ocupando a 93ª colocação. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Trata Brasil, com base no Ranking do Saneamento 2025. O pior cenário é o de Maceió (AL), que figura na última colocação, precedida de Belém (PA), Várzea Grande (MT), Ribeirão das Neves (MG), Rio Branco (AC), Cuiabá (MT), Piracicaba (SP) e Salvador (BA). Já quando se trata dos melhores municípios, a Bahia está de fora da lista, que é composta, em primeiro lugar por Suzano (SP), seguida de Nova Iguaçu (RJ), Santos (SP), Duque de Caxias (RJ), Goiânia (GO), Cotia (SP), Taubaté (SP), Limeira (SP), São José do Rio Preto (SP) e Campinas (SP).
Conforme o instituto, o indicador médio das perdas de água somou 45,43% em 2023, o que representa um aumento significativo em relação aos 35,04% computados em 2022. O aumento acima de 10 pontos percentuais em um ano no índice é alarmante, ainda quando comparado aos parâmetros aceitáveis, conforme definido pela Portaria 490/2021, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que é de no máximo 25% de perdas na distribuição de água.
Ainda conforme o levantamento, as causas para a perda desse volume de água no processo de abastecimento, antes de chegar ao consumidor, podem ser desde vazamentos na rede, a erros de medição ou consumos não autorizados. “Tais desperdícios trazem impactos negativos ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das empresas de saneamento, elevando o custo do sistema como um todo e prejudicando, em última instância, todos os usuários do serviço de abastecimento”, alerta o Trata Brasil.
Em nota, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) esclarece que o volume de perda de água mencionado pelo Instituto Trata Brasil inclui, além da água efetivamente perdida em vazamentos, a água desviada por ligações clandestinas. “Nesse último caso, não se trata de desperdício, mas de fraude no consumo, pois a água é efetivamente consumida pela população, só não é contabilizada”, explica. A Embasa afirma ainda que tem o combate a perdas de água em Salvador como uma de suas prioridades e que, para combater as ligações clandestinas, que causam fraudes no consumo e vazamentos por manipulação indevida das redes, realiza ações de fiscalização e estímulo à regularização de ligações inativas.
Dentre as ações implementadas pela Embasa, está o investimento em sistemas de controle, que possibilitem a detecção rápida de variações de pressão e outros indícios. Além disso, a contratação de sistemas modernos, como a pesquisa de vazamento por satélite, que como explica a empresa, viabilizam o reparo mais rápido das tubulações e contratos mais eficientes com remuneração por performance, para reduzir a perda de água.
Fonte: trbn

