Prefeitura vai construir Arena da capoeira no Comércio
Foto: Gnewsbahia
O Prefeito Bruno Reis assinou termo de construção da Arena da Capoeira, na Praça Marechal Deodoro – conhecida como ‘praça das mãozinhas’, no Comércio. O equipamento, servirá como um espaço para prática, e contará a história dessa manifestação cultural, que é uma marca da capital baiana. A obra foi autorizada pelo prefeito Bruno Reis nesta sexta-feira (4), com investimento de R$ 2,6 milhões e prazo de 12 meses para a sua conclusão.
Arena da Capoeira terá um monumento composto por quatro arcos de aço de 12 metros cada, representando quatro berimbaus, que se unirão ao topo, dando o formato também de uma grande cabaça. No local, ainda haverá 10 esculturas, sendo oito em homenagem a mestres capoeiristas, que ficarão em cima de pedestais e ao redor da arena. As outras duas vão representar capoeiristas em pose de luta e ficarão na base central.
“A capoeira precisava, merecia, uma homenagem como essa há muitos anos. E ela veio justamente nesse momento, em que a cultura e o Centro Histórico de nossa cidade estão sendo valorizados como nunca antes. Vocês estão vendo aí: nos últimos meses temos lançado diversas obras, diversos monumentos, para valorizar e resgatar o nosso patrimônio histórico, sobretudo nessa região”, disse o prefeito.
A ideia é permitir interação direta do público com as esculturas, que terão tamanho natural e serão representações dos mestres Bimba, Waldemar, Canjiquinha, Pastinha, Besouro, Gato Preto, Noronha, Caiçara, Totonho de Maré e Aberrê.
A ideia, segundo o prefeito Bruno Reis, é que a Arena da Capoeira tenha um duplo uso: como espaço para prática, mas também ponto turístico. Ela vai receber a visita constante de crianças e de adolescentes de escolas públicas. O objetivo é que elas conheçam mais a fundo a capoeira, sua história, seus mestres e, assim, desenvolvam o interesse por essa arte, promovendo-a para as próximas gerações.
Todas as obras serão confeccionadas em bronze pelo escultor André Moreno, filho do artista plástico baiano Tatti Moreno, falecido no ano passado. “Não se trata de meras esculturas, mas de um projeto monumental de homenagem à capoeira. Essa arte tem enorme valor para Salvador e está enraizada na história do Brasil, sendo reconhecida e declarada em 2014 pela Organização das Nações Unidas como Patrimônio Cultural e Imaterial da Humanidade”, lembra o autor.
Reconhecimento – Vários grupos de Salvador foram convidados e participaram do evento. O Mestre Valtinho, do grupo Aceçapê, do Imbuí, levou um grupo de mulheres idosas que se apresentaram justamente no local em que futuramente ficará a arena. “A capoeira é para todas as idades. Prova disso é essa turma que trouxe aqui hoje, da melhor idade, que tem a capoeira como um trunfo na vida delas”, disse.

Mestre Pelé da Bomba, presidente da Associação Brasileira de Capoeira Angola, também levou o seu grupo e aprovou a criação da arena. “Isso é muito importante para a gente, para preservar a nossa cultura, para que o público assista às capoeiras que vão se apresentar aqui. E essas capoeiras representam todo o país, e é fundamental também para as crianças que vão assistir e com certeza vão se inspirar e se apaixonar”, afirmou. O projeto da arena é da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra). O titular da pasta, Luiz Carlos de Souza, destacou as várias facetas da obra. “Reconhece a história de luta e de superação dessa arte, de resistência também. Com isso, ela valoriza todos aqueles que lutaram anteriormente pela capoeira, mas também faz uma menção ao futuro. Ou seja, reconhece que essa luta vem de muitos anos, feita por muitas pessoas, mas aponta para essa nova geração que está chegando”, disse


