
Partido Liberal na Bahia segue em chamas
Quando se fala em política na Bahia, o estado é lembrado por muitos motivos que vão desde os políticos históricos até episódios pitorescos que só ocorreram na boa terra… Mas, desde o final das eleições deste ano o assunto que vem ganhando destaque é o “racha” no Partido Liberal (PL). De um lado o presidente estadual da sigla, João Roma, que vem recebendo críticas pela condução do partido, já em uma frente oposta está o deputado Capitão Alden, que é dito como o líder da ala bolsonarista raiz do PL na Bahia.
Nas eleições municipais de 2024, o PL só fez apenas um prefeito no estado, o que mostrou uma certa fragilidade da sigla comandada pelo ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro. Para agravar ainda mais a situação, após tomar a decisão de acatar pedido de expulsão dos deputados estaduais Vitor Azevedo, Raimundinho da JR e Diego Castro. Os dois primeiros são alvo da ação por integrarem as bases dos governos federal e estadual, e o último por ter ficado contra o partido nas eleições municipais em Barreiras.
A ex-presidente do PL Mulher da Bahia, Kátia Bacelar defendeu que também seja aberto um processo disciplinar pelo partido contra a deputada Roberta Roma e o presidente da legenda em Salvador, João Neto. Kátia é irmã do deputado Jonga Bacelar, alvo de um processo interno para deixar o PL.
Segundo declarações de Kátia Bacelar na imprensa, a parlamentar federal e esposa de João Roma fez campanha em cidades baianas com material casado com lideranças do Partido dos Trabalhadores. Para Kátia Bacelar é estranho a postura de Roberta Roma não ser questionada e também não receber punição igual aos demais deputados alvos de João Roma. Será que a dita ala bolsonarista raiz estaria se preparando para receber o comando do partido?

