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Operação desarticula facção oriunda do Rio de Janeiro, que atuava na Bahia

Foto: Divulgação/Ascom/SSP

Com a prisão de 38 suspeitos, em uma ação integrada entre policiais baianos e cearenses levou à desarticulação de uma organização criminosa oriunda do Rio de Janeiro (RJ), que atuava na Bahia. A Operação Freedom foi

realizada uma semana após a megaoperação em duas comunidades cariocas, que resultou em 115 mortes e dezenas de prisões. Segundo o secretário da Segurança Pública do Estado da Bahia, Marcelo Werner, a ação é resultado da análise de todos os dados de inteligência, “em integração, juntamente com o Governo Federal e com outros estados da Federação.

Werner citou ainda a existência de diversas operações em andamento com a Polícia Federal, com as polícias civis e militares de outros estados e com as polícias penais, com foco em entender essa dinâmica de ausência de fronteiras entre os estados e a necessidade de prisão de integrantes da facção, na área de atuação deles, além do bloqueio de bens destes grupos criminosos.

Conforme o delegado de operações da Polícia Civil da Bahia (PCBA), Jorge Figueiredo, o objetivo da ação realizada ontem foi desarticular o núcleo armado e financeiro desta facção, responsável por homicídios e pela expansão do tráfico de drogas no estado. “Mais de 90 mandados judiciais, cumpridos simultaneamente na capital e no estado do Ceará”, explicou.

Em Salvador, 35 suspeitos foram presos nos bairros da Liberdade, Uruguai, Pernambués, Narandiba e Areia Branca. No município de Aratuípe, um alvo foi alcançado, e na cidade de Eusébio, no estado do Ceará, dois suspeitos foram capturados, apontados como principais lideranças do grupo.

Durante a operação, um dos investigados, ainda não identificado formalmente, reagiu à abordagem policial no bairro do Uruguai, em Salvador, e foi baleado. De acordo com a corporação, ele chegou a ser socorrido e encaminhado para atendimento médico, no Hospital Geral Ernesto Simões Filho, mas não resistiu aos ferimentos.

Como afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, a ação integrada é uma das mais de 350 operações já deflagradas no estado. “Essa operação tem um viés de asfixia financeira, de apreensão de recursos financeiros de uma organização originada do Rio de Janeiro. Esse recurso, no futuro, será utilizado justamente no enfrentamento à criminalidade. Nessa operação nós teremos, só de cara, mais de 30 inquéritos sendo elucidados, sendo remetidos à justiça. Inquéritos todos derivados de ações relativas ao homicídio”, pontua.

Além das prisões, foram cumpridos ontem 46 mandados de busca e apreensão e bloqueadas 51 contas bancárias vinculadas ao grupo investigado, além de apreendidas armas, porções de maconha, crack e cocaína. Sobre o bloqueio das contas, Viana considera uma ação de grande importância, com valor imensurável.

“Nossa primeira ação, realizada pelo Draco, foi de quase meio bilhão (de reais). A segunda grande operação, foi de R$ 6,5 bilhões, com autorização judicial. E, agora, mais uma vez. Nesse caso, são 51 CPFs, numa previsão de até R$ 1 milhão por cada uma dessas contas. Ou seja, nós não sabemos ainda o valor que foi apreendido em específico, de acordo com a circulação de cada uma dessas contas, mas a característica de fazer asfixia financeira”, detalhou, citando a retirada do que vem nutrindo a criminalidade, que é, segundo ele, a vantagem financeira.

O delegado-geral da PCBA ainda destacou a importância do trabalho conjunto entre as forças de segurança, com participação de mais de 400 policiais civis e militares na ação e o uso de ferramentas de inteligência. “A Operação Freedom demonstra a eficiência da investigação integrada, com base em inteligência policial e planejamento estratégico. A precisão das ações resultou na prisão de criminosos ligados a uma organização que tentava expandir sua atuação na Bahia. As forças de segurança baianas e o Governo do Estado estão empenhados em enfrentar o crime organizado e não iremos descansar, garantindo a paz para a população”, afirmou.

Como acrescentou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Magalhães, os benefícios da Operação Freedom são grandes. “A gente tira de circulação elementos que estavam com mandados de prisão em aberto e, ademais disso, chegamos também à origem do crime. Há um benefício grande para a população quando a gente faz operações integradas e a gente tem feito isso com muita constância”, completou.

O titular da Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) ainda destacou que mais de 50 lideranças do crime já foram alcançadas, metade delas, em outros estados da federação. Para ele, esse dado revela a importância de um trabalho integrado entre as forças de segurança, um trabalho de inteligência, como foi desenvolvido a partir da Operação Freedom.

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