
O prefeito Bruno Reis costura conversas políticas entre Neto e Roma de olho em 2026
Em entrevista à rádio Metrópole, o presidente estadual do PL, João Roma, afirmou que se mantém distante de “conversas políticas” com o ex-prefeito ACM Neto, vice-presidente nacional União Brasil. No entanto, ele previu que uma reunião entre ambos “em breve” deve ocorrer com vistas às eleições de 2026.
“Não voltamos a ter conversas políticas. Não cheguei a ter conversa política com Neto. Nos encontramos em alguns palanques, estávamos reunidos enfrentando o PT, mas não sentamos para conversar. O que eu acho que não vai demorar a acontecer. Temos as eleições em 2026”, disse Roma.
Falando sobre as eleições de 2026, Roma declarou estar à disposição para disputar novamente o governo do Estado e avaliou que o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), reúne melhores condições de aliança com outros partidos do que ACM Neto.

“Bruno hoje reúne até mais condições do que ACM Neto no sentido de formar um arco de aliança, não sei se ele estaria disposto a sair da gestão municipal, mas ele conseguiu, nessa eleição, formar um arco de aliança, com um diálogo mais fluido do que ACM Neto”, opinou João Roma.
Para Roma, a viabilidade de uma candidatura de Neto ao governo do Estado em 2026 dependerá do cenário nacional. Ele acredita que, mesmo inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode reverter sua situação na justiça, o que poderia complicar uma possível aliança entre Neto e Bolsonaro.
“Agora, é fundamental ver como se dará este cenário. Por exemplo: sendo Bolsonaro candidato a presidente da República, pela reação que ACM Neto tem a Bolsonaro, dificilmente ele vai querer estar nesse palanque. Então, vamos ter que repetir o que ocorreu há dois anos? Com uma candidatura dele e outra de João Roma? Não sei exatamente quais são as expectativas dele”, observou.
Ao ser questionado sobre a participação do PL na administração do prefeito Bruno Reis após a reeleição, Roma, que já foi deputado federal e ministro da Cidadania no governo Bolsonaro, reforçou que o apoio do partido a Bruno não foi motivado por troca de favores ou cargos na Prefeitura de Salvador.
“Eu tive um entendimento com Bruno, e o prefeito não deve nada ao PL. A nossa aproximação não foi feita com base em espaços. Eu vi vários comentários, mas não foi isso. Ele fez convites de possíveis quadros, mas a aproximação não foi feita neste intuito”, garantiu.
Na ocasião, Roma também analisou o desempenho do PL nas eleições municipais, onde, segundo ele, o partido abriu mão de algumas candidaturas, incluindo em Salvador, para fortalecer a oposição ao PT. Ele lembrou que retirou sua candidatura na capital para apoiar Bruno Reis.

