
Isabela Suarez assume presidência da Associação Comercial da Bahia
A empresária Isabela Suarez foi oficialmente empossada, na noite desta segunda-feira (28), como nova presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB) para o biênio 2025/2027. Isabela é a segunda mulher a liderar a instituição bicentenária, e assume o cargo com uma proposta de gestão centrada na valorização da história, inovação institucional e fortalecimento do setor produtivo diante de desafios nacionais e globais.
Durante a cerimônia de posse, realizada na sede da ACB, no Comércio, a empresária detalhou os três pilares prioritários de sua gestão: recuperação do Palácio da ACB, criação de um núcleo de apoio direto ao empresariado e o reforço do papel da instituição como articuladora entre o setor produtivo e o poder público.
“A Associação Comercial da Bahia dá uma demonstração à altura da sua grandeza ao escolher uma mulher, entender que a gente precisa de um mundo mais diverso, inclusivo, com outras possibilidades”, declarou a nova presidente, em discurso marcado pela emoção e responsabilidade histórica.
Isabela Suarez destaca três pilares para gestão estratégica e inclusiva
Conforme a empresária, sua administração se apoiará em diretrizes bem definidas e voltadas tanto para a modernização da entidade quanto para o fortalecimento da classe empresarial baiana. A primeira ação será a formulação de um projeto de recuperação do Palácio da ACB, sede da entidade e patrimônio arquitetônico da história econômica da Bahia.
O segundo pilar é o fortalecimento dos serviços já prestados pela casa, com foco em eficiência e efetividade. Isabela planeja lançar o Núcleo da Reputação da Empresa, uma estrutura permanente de apoio ao empresário, especialmente àqueles que não sabem como agir diante de autuações e entraves legais. A ideia é oferecer orientação e suporte em tempo real.
“Tem muito empresário que não sabe por onde começar, que quando é autuado não sabe para quem ligar, não sabe a quem recorrer. A gente vai fazer um núcleo específico, para ser aquele ajudante de toda hora para a classe empresarial”, explicou.
O terceiro ponto de sua proposta de gestão é reforçar o papel da ACB como instituição articuladora, agindo de forma propositiva diante de conquistas, mas também apontando os problemas e propondo soluções concretas para o desenvolvimento econômico da Bahia e do Brasil.
Protagonismo feminino e legado empresarial como guias de liderança
Ao destacar sua condição como segunda mulher a presidir a ACB em 214 anos de história, Isabela reconheceu a conquista não apenas como individual, mas como um avanço coletivo da representatividade feminina no meio empresarial. Ela enfatizou que sua eleição foi resultado de um esforço conjunto, com o apoio tanto de mulheres quanto de homens dentro da associação.
Filha do empresário Carlos Suarez, um dos nomes mais influentes do setor produtivo baiano, Isabela ressaltou a importância do legado familiar em sua formação.
“Durante todos esses anos em que eu fiz parte do nosso grupo empresarial, eu aprendi todos os dias. Mas, acima de qualquer coisa, a resiliência, a não desistir e a ser uma empresária comprometida com o nosso país”, afirmou.
Segundo ela, o conceito de sustentabilidade empresarial será pilar transversal de sua gestão, associado à responsabilidade social e ao compromisso com o futuro.
Diálogo com o poder público e enfrentamento de crises
Isabela também se posicionou com firmeza sobre os desafios enfrentados atualmente pelo setor produtivo, especialmente diante da ameaça do tarifaço norte-americano de 50%, anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que afeta diretamente exportações brasileiras e a estrutura industrial nacional. Para ela, é preciso repensar a política econômica e buscar alternativas viáveis para minimizar os impactos futuros.

