
Gasolina sobe nas bombas em Salvador e preocupa motoristas
Foto: Romildo de Jesus
Quem abasteceu o carro em Salvador ontem encontrou um cenário mais pesado no bolso: em alguns postos, o litro da gasolina passou a custar até R$ 6,50, de acordo com levantamentos realizados em pontos diferentes da cidade. Em relação aos dias anteriores, o aumento, que chega a R$0,70, se comparar estabelecimentos, pegou muitos motoristas de surpresa.
Diferentemente de outras ocasiões, não houve anúncio oficial de reajuste pela Acelen — empresa que administra a Refinaria de Mataripe nesta semana. O que se verificou foi um movimento de repasse por parte dos postos de combustíveis, que seria, segundo os donos, um reflexo da variação do mercado e do impacto acumulado de reajustes anteriores. A Acelen já havia comunicado, em junho, aumentos de 4,2% na gasolina e 4,5% no diesel, e em julho anunciou reduções pontuais. A variação atual, segundo especialistas, mostra a sensibilidade dos preços às oscilações internacionais e ao câmbio.
O Sindicombustíveis Bahia, que em outras ocasiões já havia informado aumentos médios de até 6,4%, destacou recentemente que os repasses dependem da estratégia de cada posto e da política de compra junto às distribuidoras. Assim, a diferença de valores dentro da própria capital baiana é comum: enquanto em alguns pontos da orla o litro pode chegar a R$ 7, em regiões mais afastadas ainda é possível encontrar preços abaixo desse patamar.
Economistas lembram que o Brasil adota a política de paridade de importação, que vincula os preços internos às oscilações internacionais do petróleo e derivados. O aumento do dólar frente ao real, cortes na produção em países exportadores e tensões geopolíticas contribuem para a alta. Além disso, medidas econômicas nos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, vêm impactando diretamente o mercado global de petróleo, repercutindo nos preços praticados em países dependentes de importação como o Brasil.
Enquanto isso, em Salvador, a percepção da população é de perda de poder de compra e redução na renda disponível. Para profissionais que dependem do transporte para trabalhar, como motoboys, taxistas e motoristas de aplicativo, cada aumento representa menos dinheiro no fim do dia.
Fonte:trb

