
Funcionários do Santander denunciam fraude em agências baianas
Banco Santander Crédito: Divulgação
Funcionários do Santander na Bahia denunciam um esquema de demissão e contratação de funcionários que, segundo eles, consiste em fraude trabalhista. Bancários são desligados da empresa e, quase imediatamente, contratados por terceirizadas do banco. Eles continuam desempenhando a mesma função, mas ficam fora dos acordos de convenção coletiva e perdem direitos. O Santander diz que atua dentro da legalidade.
O Sindicato dos Bancários da Bahia estima que aproximadamente 30% de todos os cerca de 700 funcionários do Santander no estado sejam contratados por empresas terceirizadas. Nos últimos seis anos, o Santander abriu ou adquiriu 30 novas empresas controladas ou coligadas. Enquanto isso, o banco fechou oito agências baianas e demitiu 219 funcionários.
“De forma arbitrária, nos últimos anos, o banco Santander vem implementando uma política de redução de custos, com fechamentos de agências e postos de trabalho. A fraude contratual acontece quando o banco demite um bancário e recontrata em algumas das empresas do próprio banco, para que ele desempenhe a mesma função”, afirma Thaise Mascarenhas, vice-presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.
A reportagem questionou o Santander sobre as denúncias, e o banco disse, em nota, que atua dentro da legalidade da “terceirização”. A empresa afirma que a discussão sobre a contratação de bancários em outros regimes trabalhistas tem relação com a representação sindical dos trabalhadores.
Em nota o banco diz: “O Santander respeita a liberdade de atuação do movimento sindical, mas esclarece que o Sindicato dos Bancários não possui legitimidade para representar os interesses da categoria profissional dos trabalhadores das empresas prestadoras de serviços”, pontua.

