E o BAHIA é o mundo?
Imagem: EC.BAHIA.
Colaborador Gnews: Robson Santos
Assim um folclórico torcedor do Tricolor da Boa Terra, na sua costumeira empolgação, quando do anúncio da SAF do Bahia, em alto e bom som, gritou: “O Bahia é o mundo”.
Folclore, empolgação, brincadeiras à parte, o que se pode verificar que o Bahia malmente se manteve no Estado da Bahia, quem dirá o Brasil, América do Sul e o mundo – bem longe disso.
A transformação do E. C. Bahia em sociedade anônima do futebol, rodeada de muita expectativa pela imensa nação tricolor, crônica desportiva e até mesmo por torcedores de outras agremiações, até a presente data, não surtiu o efeito desejado. Com o “selo” do City Football Group – empresa criada para gerir, supervisionar um conglomerado com vários Clubes de Futebol pelo mundo – fez o imaginário da maior torcida do maior clube do norte nordeste do Brasil atravessar horizontes.
E os vôos altíssimos? Finalmente disputando títulos importantes, competições nacionais e internacionais de igual para igual? Nada, mais do mesmo. Tudo como dantes no quartel de Abrantes.
A realidade como é sabido por todos, são as aterrorizantes zonas de rebaixamento e os descensos à Série B.
Com o aporte financeiro efetuado pelo Grupo City, já era para estarmos vivendo novos tempos com o Bahia, entretanto não é o verificado, senão vejamos: nota-se a falta de planejamento, várias contratações com qualidade duvidosa, e é claro; um Técnico não a altura do Esporte Clube Bahia (com passagens pelas divisões de base do Benfica, o próprio Benfica “B”, Independiente Del Valle do Equador e o Leon do México) para ser o comandante, o timoneiro da nau tricolor.
As goleadas vexatórias para o Fortaleza e o Sport do Recife, em fevereiro, já ilustravam o ano difícil que estava por vir. Com dificuldades na Série A – do campeonato brasileiro, olhos arregalados na tabela de classificação, calculadoras nas mãos, coração apertado; assim segue mais um ano sofrível e o mais curioso que dessa vez o Bahia é um “Bilionário do Nordeste” e as dificuldades técnicas e táticas permanecem.
Acorda, Torcida.


