
Ceasa do Ogunjá reabre após dez dias fechada por problemas estruturais
Foto: Divulgação.
Após dez dias de portas fechadas, o Mercado do Ogunjá, mais conhecido como Ceasinha do Ogunjá, reabriu nesta segunda-feira (9) após a realização de obras emergenciais de escoramento. O equipamento público, que é referência para o comércio de alimentos na capital baiana, havia sido interditado no dia 29 de maio após a identificação de problemas estruturais que colocavam em risco a segurança do prédio.
O fechamento repentino, sem aviso prévio segundo os permissionários, causou prejuízos financeiros e mobilizou protestos por parte de trabalhadores e comerciantes. Durante o período, relatos de perdas de mercadorias e insegurança sobre o futuro do espaço marcaram o cotidiano de quem depende da Ceasa para sobreviver.
“A televisão, os meios de comunicação, a voz do povo… todos se uniram. Se a gente tivesse ficado parado, aceitado o fechamento, teria acabado tudo. Foi a pressão que garantiu o retorno.”
A permissionária Jacira, disse que apesar da reabertura, ela lembra que os prejuízos foram significativos. “Tive que jogar fora muita coisa: verduras, legumes, saladas prontas. Alguns alimentos consegui congelar, outros eu distribuí entre amigos e familiares. Mas a perda foi grande. Só em vendas, minha barraca deixou de faturar mais de R\$ 15 mil nesses dez dias. Isso impacta muito, porque a gente compra uma semana e paga na outra. Os boletos não esperam.”
Mesmo com o cenário difícil, Jacira já se prepara para o recomeço. “Amanhã vou fazer panqueca, bife, frango assado com molho de laranja. Já coloquei nas redes sociais que voltamos. Muitos clientes já me ligaram dizendo que vão aparecer. A gente está com esperança.”
Outro permissionário, Luciano Almeida, também celebrou o retorno das atividades. “A sensação é de alívio. A gente sabe o que um dia sem lucro causa em nossas vidas, tanto profissional quanto pessoal. Participei de tudo, acompanhei com ansiedade, torcendo por uma solução rápida”, afirmou.
O Secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, que esteve à frente das ações durante a interdição, afirmou que a prioridade do governo foi garantir a segurança das pessoas.
“Desde o primeiro momento, nossa prioridade foi preservar vidas. Fizemos um esforço coletivo para garantir a segurança da estrutura e minimizar os prejuízos dos permissionários. Realizamos reuniões e atendimentos individualizados com os comerciantes para compreender os impactos e buscar soluções. A reabertura do mercado foi autorizada após a finalização das obras emergenciais de escoramento e a emissão de um parecer técnico que atesta a segurança para os permissionários e consumidores.”

