
Bruno Reis aponta transporte público como maior problema de Salvador e promete 100% dos ônibus com ar-condicionado
Foto: Caíque Souza
O pré-candidato à prefeitura de Salvador pelo União Brasil, Bruno Reis, foi entrevistado na manhã desta segunda-feira (8) no programa Resenha das 7, da rádio Bahia FM. Ele apontou o transporte público como o maior problema da capital baiana e de todos os governos do país.
Atual prefeito, Bruno Reis admitiu que a população paga caro por um serviço de má qualidade. O preço da passagem nos ônibus urbanos é R$ 5,20. Entretanto, ele prometeu melhorar o serviço, disse que, até o final desse ano, a cidade terá cerca de 42% da frota com ar condicionado, e que tem como meta totalizar esse percentual, caso seja reeleito.
Além disso, Bruno Reis pretende que, nos próximos anos, a capital baiana tenha o maior e mais moderno sistema de transporte público do Brasil, com sete modais em funcionamento integrado através dos ônibus coletivos e complementares (conhecido como “amarelinhos”), metrô, BRT, BRS, VLT e teleférico do subúrbio – os quatro últimos em execução.
Ainda no âmbito da mobilidade, ele destacou a entrega de obras do BRT, do “mergulho” entre as Avenidas Tancredo Neves e a Magalhães Neto, de viadutos e elevados como conquistas do mandato dele para melhorar a vida dos soteropolitanos no trânsito. Porém, reconheceu que há trechos com problemas crônicos.
“Estamos agora na região do Shopping da Bahia, na região do Detran, com duas grandes intervenções. Temos abertura de novas vias nos bairros. Sabemos que existem problemas na Paralela. Abrir uma nova faixa é a alternativa que tem enquanto não se avança para outra”, avaliou.
Depois do transporte público, conforme Bruno, os maiores desafios da gestão na capital baiana são históricos e foram piorados com a pandemia da Covid-19: educação básica e geração de renda, cujos indicadores ocupam os últimos lugares em rankings nacionais.
Para sanar essas questões, ele planeja atrair investimentos de empresas, para fortalecer o mercado de trabalho, e ampliar programas, como o “Aprender mais”, com sábados letivos na rede municipal de ensino, a fim de reduzir o déficit do aprendizado infantil.
“Salvador é uma cidade que tem problemas estruturais, de toda uma vida, que não se resolvem em pouco tempo, ainda mais em meio a uma pandemia que deixou uma série de sequelas e que a prioridade do momento era salvar vidas”, comentou.

