
Adab confirma caso de raiva em distrito de Senhor do Bonfim
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A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) confirmou um caso de raiva em bovino na região de Quicé, distrito localizado na zona rural de Senhor do Bonfim, no norte do estado. A ocorrência foi registrada após notificação feita no início de março e levou ao reforço de ações de vigilância sanitária e orientação aos produtores na localidade.
Segundo o órgão estadual, no último dia 4, foi notificado um bovino com sintomas neurológicos e, durante atendimento realizado na manhã do dia seguinte, foi observado que o animal apresentava “paralisia dos membros inferiores, movimentos pedalares, pupilas dilatadas e salivação excessiva”.
A Adab informou que “neste mesmo dia, comunicou-se à Secretaria de Saúde do município sobre a suspeita, para os procedimentos com as pessoas que manipularam o animal”. Após a morte do bovino, na noite de 5 de março, o material foi coletado no dia 6 e encaminhado ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), sendo entregue no dia 10, com resultado positivo para raiva recebido no dia 13.
A partir da confirmação, segundo a agência, “foram iniciadas as ações de educação sanitária junto aos produtores da localidade, com orientações sobre a enfermidade, sintomas, necessidade de notificação em casos suspeitos, além dos riscos relacionados à manipulação desses animais”. No dia 16, a Adab também realizou reunião com profissionais de saúde para definição de ações conjuntas e entrega do laudo, além de ações de perifoco, que são medidas de controle sanitário realizadas na área ao redor de um foco confirmado da doença, com o objetivo de impedir a disseminação do vírus.
Conforme o órgão, este é o primeiro caso positivo para raiva no município de Senhor do Bonfim em 2026. Entre 2024 e 2025, a Bahia registrou 70 casos da doença em herbívoros, sendo 48 em bovinos, 20 em equinos, um em muar e um em caprino, com ocorrências em municípios como Guanambi, Iguaí, Itanhém Juazeiro e Santa Terezinha.
A Adab alerta que a doença é letal, não tem cura e exige medidas preventivas, com destaque para a vacinação dos rebanhos. A raiva é uma zoonose causada por vírus do gênero Lyssavirus e acomete mamíferos, inclusive humanos, sendo considerada um problema de saúde pública.
A transmissão ocorre pela inoculação do vírus presente na saliva de animais infectados, principalmente por mordedura, e também pode ocorrer por contato com mucosas. Em herbívoros, o principal ciclo de transmissão é o rural, com destaque para a atuação de morcegos hematófagos, como o Desmodus rotundus.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os sinais clínicos incluem encefalite progressiva, com sintomas como isolamento, andar cambaleante, paralisia e salivação, e os óbitos costumam ocorrer por paralisia respiratória em até 13 dias após o início do quadro. O contato com animais infectados pode levar à necessidade de tratamento pós-exposição em humanos, e casos suspeitos devem ser comunicados aos serviços de saúde.

