Política

Prefeitura inaugura Arena da Capoeira

Fotos: Betto Jr./ Secom- LH/Gnewsbahia

A Prefeitura de Salvador entregou, na tarde desta quinta-feira (4), a Arena da Capoeira, que conta com um monumento composto por quatro arcos de 12 metros de altura. Entre os arcos, há 10 esculturas de mestres capoeiristas tocando instrumentos musicais, todas confeccionadas em bronze sobre pedestais de concreto. Ambas as entregas ocorreram no bairro do Comércio.

As obras foram inauguradas pelo prefeito Bruno Reis, com a presença de diversas autoridades municipais e, na Arena, com a presença também de mestres capoeiristas da cidade.  Arena da Capoeira foi instalada na praça Maria Felipa, com investimentos de R$3,3 milhões.

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No local, o prefeito foi recebido por capoeiristas, que fizeram uma espécie de arco com seus berimbaus. O monumento, projetado pelo arquiteto e urbanista André Moreno, é composto por quatro arcos de 12 metros de altura, representando quatro berimbaus que se unem no topo formando uma grande cabaça. Entre os arcos, há 10 esculturas de mestres capoeiristas tocando instrumentos musicais, todas confeccionadas em bronze sobre pedestais de concreto. Na base central, há duas esculturas de capoeiristas lutando, também em bronze.

Os mestres homenageados são Mestre Bimba, Mestre Pastinha, Mestre Waldemar da Liberdade, Mestre Gato Preto, Mestre Besouro, Mestre Noronha, Mestre Canjiquinha, Mestre Aberrê, Mestre Caiçara e Mestre Totonho de Maré.

Em seu discurso, o prefeito Bruno Reis classificou o momento como histórico para a cidade. “Essa noite jamais sairá da memória de todos que representam a resistência, a história, a luta e a superação. Todas as dificuldades que o povo negro desta cidade teve que enfrentar para chegar até aqui”, evidenciou.

“O nosso estado e a nossa cidade têm diversos símbolos. As baianas são um símbolo da nossa cidade. Mãe Menininha do Gantois é um símbolo da nossa cidade. A nossa Santa Dulce dos Pobres é um símbolo da nossa cidade. Jorge Amado é um símbolo da nossa cidade. Todos esses símbolos têm um reconhecimento por parte da nossa Prefeitura. Todos eles foram valorizados, reconhecidos e preservados para serem eternizados na memória do nosso povo. A capoeira e o capoeirista também são símbolos da nossa cidade”, acrescentou.

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Bruno destacou que a capoeira representa, através da ginga, da arte, da luta e do esporte, o jeito de ser do baiano e do soteropolitano. “É algo que faz parte da nossa essência. O que faltava para reconhecer a capoeira e valorizar ainda mais os nossos mestres que fazem parte da nossa história? O que faltava era uma arena como essa. Agora vamos eternizar no coração de Salvador a importância da capoeira para o nosso povo”, completou o prefeito.

O artista André Moreno disse estar emocionado com a homenagem aos mestres. “Nem nos meus maiores sonhos imaginei viver esse momento. A capoeira representa muito para mim; tenho muita admiração e respeito por ela. Salvador é uma cidade linda, onde a capoeira simboliza toda a história, cultura e educação do nosso povo. Este monumento é uma homenagem e um resgate ao nosso povo originário, ao nosso povo da capoeira. É com muita honra e admiração que agradeço ao prefeito Bruno Reis”, afirmou.

Presente na cerimônia, o capoeirista Raimundo Cesar de Almeida, conhecido como Mestre Itapoan, não poupou elogios à Prefeitura pelo equipamento. “Primeiro, gostaria de parabenizar o prefeito Bruno Reis. Este monumento, com certeza, será um dos mais fotografados pelos turistas quando chegarem a Salvador. Em nome da capoeira regional, do Mestre Bimba e de tantos outros mestres homenageados, quero agradecer de coração, pois esta era uma reivindicação de todos os capoeiristas da Bahia”, disse.

Novidade – Durante a cerimônia, o presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, anunciou, ao lado do secretário municipal da Cultura e Turismo, Pedro Tourinho, o lançamento da segunda edição do edital Capoeira Viva nas Escolas.

Com um investimento de R$ 1,2 milhão, o edital visa apoiar mestres, contramestres, professores e instrutores de capoeira representados por Microempreendedores Individuais (MEI) certificados para atividades culturais e atuantes no segmento, além de instituições de direito privado sem fins lucrativos com finalidade cultural declarada em estatuto social. Essas instituições devem desenvolver iniciativas, projetos e ações relacionadas à capoeira, em conformidade com a Lei Municipal nº 9.072/2016.

Segundo Guerreiro, os proponentes devem estar domiciliados ou sediados em Salvador há pelo menos dois anos e serem responsáveis pelo desenvolvimento de iniciativas relacionadas à capoeira. Os projetos aprovados receberão um apoio financeiro de R$50 mil cada e serão implementados nas escolas públicas municipais.

A previsão é atender 10 gerências regionais da Secretaria Municipal de Educação (Smed), no Cabula, Cajazeiras, Centro, Itapuã, Cidade Baixa/Liberdade, Orla, Pirajá, São Caetano, Subúrbio I e Subúrbio II. Um total de 24 escolas serão contempladas, beneficiando cerca de 5 mil estudantes em 160 turmas, sendo 4 mil alunos do Ensino Fundamental e 600 da Educação de Jovens e Adultos.

 

 

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