
Pagamento do 13º salário deve injetar até R$ 16,6 bilhões na economia baiana
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia
A economia baiana deverá receber, até o final de 2025, a título de 13° salário, cerca de R$ 16,6 bilhões, aproximadamente 4,5% do total do Brasil e 27,4% da região Nordeste. Essa é a estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que aponta que o montante representa em torno de 3,3% do PIB estadual e que a média de valores por pessoa é prevista em R$ 2.874,23.
De acordo com os cálculos do Dieese, 5,3 milhões de pessoas devem receber o 13º no estado da Bahia e os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 54,3%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS equivalem a 44,8%. O emprego doméstico com carteira assinada responde por 0,9%.
Como explica Ana Georgina da Silva Dias, supervisora técnica do Dieese-BA, apesar de a utilização do recurso se dar de acordo com o orçamento de cada indivíduo ou família, observa-se que a maioria dos trabalhadores utiliza esses recursos para o pagamento de dívidas. “Em seguida, vêm as despesas de final de ano (ceias, presentes, viagens). E há aqueles que guardam para despesas do início do próximo ano (material escolar, impostos – IPTU, IPVA) e ainda há aqueles que poupam”, complementa.
A especialista orienta, como caminho mais sensato, o de pagar as dívidas, especialmente, as que possuem mais juros embutidos, como o cartão de crédito e o cheque especial. “Caso seja possível, também é aconselhável que uma parte seja poupada ou investida, que acaba dando no mesmo. Mas também não podemos esquecer das despesas de final de ano, afinal trabalha-se o ano todo para esse momento. Contudo, nem sempre é possível. Então, a prioridade é quitar as dívidas que acabam consumindo do orçamento dos trabalhadores”, afirma Dias.
Ainda sobre o estudo divulgado pelo Dieese, em relação aos valores que cada segmento receberá, nota-se a seguinte distribuição: os empregados formalizados do setor público e privado ficam com 68,9% (R$ 11,4 bilhões), os empregados domésticos com carteira com 0,5% (R$ 82,4 milhões) e os beneficiários do INSS, com 23,2% (R$ 3,8 bilhões), enquanto aos aposentados e pensionistas do Regime Próprio do estado caberão 6,0% (R$ 988,1 milhões) e aos do Regime Próprio dos municípios, 1,5% (R$ 248,8 milhões).
Fonte:Trb.

