
Isabela Suarez é confirmada como candidata à presidência da Associação Comercial da Bahia
Divulgação
A empresária e advogada Isabela Suarez foi oficialmente confirmada, nesta segunda-feira (12), como candidata à sucessão do atual presidente Paulo Cavalcanti na Associação Comercial da Bahia (ACB). Caso seja eleita em julho, será a segunda mulher a comandar a entidade em mais de dois séculos, marcando um capítulo histórico na trajetória da mais antiga associação comercial do Brasil e das Américas.
A confirmação do nome de Isabela se deu após uma reunião do Conselho Superior da entidade, na qual ela foi aclamada pelos membros. Em publicação nas redes sociais, Isabela reforçou o compromisso com a continuidade dos trabalhos, destacando a necessidade de fortalecer o setor empresarial baiano com foco em representatividade e inovação.
“É com imensa alegria e responsabilidade que eu recebo a confirmação do meu nome como candidata à presidência dessa associação comercial, que é a mais antiga do Brasil e das Américas”, disse Isabela, destacando a importância histórica da instituição.
Ela ainda relembrou sua trajetória na ACB, onde atuou como vice-presidente e coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade, o que a aproximou dos desafios enfrentados pelo setor.
“Me aproximei ainda mais dos desafios e das oportunidades, razão pela qual eu queria agradecer imensamente a indicação do meu nome pelo Conselho Superior, na certeza de que daremos continuidade ao trabalho iniciado pelo presidente Paulo Cavalcanti”, afirmou.
Compromisso com o associativismo e com a história da ACB
Durante sua fala, Isabela também relembrou sua formação associativista, construída em grande parte dentro da própria instituição. Ela explicou que, embora tenha uma herança familiar nesse campo, foi na ACB que consolidou sua paixão pela causa.
“Aprendi a ser associativista com vocês, embora Cacá saiba que isso seria um assunto de DNA, porque afinal de contas eu tenho uma história de família construída no associativismo, mas foi com vocês que eu aprendi a gostar da Associação Comercial da Bahia”, ressaltou.
Isabela também reforçou o papel da ACB como agente de valorização da classe empresarial e de preservação de uma história centenária. Para ela, é fundamental que a entidade continue contribuindo com o desenvolvimento do estado e do país.
Paulo Cavalcanti disse que, “Isabela é “competente, capaz e está se doando muito pelo nosso Estado, pelo país”.
Paulo, defende protagonismo coletivo e educação cidadã
Ao comentar sobre a escolha de Isabela, Paulo Cavalcanti voltou a enfatizar os princípios que guiam sua gestão na ACB. Segundo ele, é fundamental combater a “demonização e criminalização do empresário”, valorizando sua função social, e não apenas econômica.
“Como ativista da função social da empresa, eu fico bastante indignado quando vejo essa demonização. Não existe empresa sem pessoas. Mas também não existe uma empresa sem um empresário, sem uma pessoa que idealize, que acredite e transforme a sociedade”, afirmou.
Cavalcanti também destacou que o protagonismo no associativismo não deve ser individualizado. Para ele, a união dos diversos setores da economia é essencial para a transformação social.
“A palavra protagonista não pode ser individualizada a um líder de qualquer associação ou sindicato, e sim de todos que produzem riqueza nesse país”, reforçou. Ele ainda apontou a educação cidadã como base para a promoção de direitos e deveres.
Associação Comercial da Bahia: 213 anos de história
A Associação Comercial da Bahia, com mais de dois séculos de atuação, tem sido protagonista em iniciativas importantes para o desenvolvimento do estado e do país. Paulo Cavalcanti lembrou que a entidade foi precursora na criação de instituições como câmaras de arbitragem, escolas técnicas e até bancos, sempre com foco em atender às demandas sociais.
“Ela traz uma história brilhante, de exemplos de como os empresários se juntaram e criaram educação, saúde, segurança pública. Câmara de Conciliação e Arbitragem, Escola de Agronomia, banco… tudo que a sociedade precisa estar ali”, pontuou.
Por fim, Cavalcanti reiterou que o associativismo é uma ferramenta transformadora, que deve ser guiada por pautas suprapartidárias. Para ele, a união de líderes de diversos setores pode provocar mudanças significativas no país.
“Hoje você pode encontrar presidentes despertando, enxergando que unidos, com pautas de nação, é que vamos transformar o nosso país”, concluiu.

